Não houve votação, mas pelas manifestações apresentadas na audiência pública realizada pela Prefeitura de Macatuba, na noite da quarta-feira, 14, no Teatro Municipal Renata Lycia dos Santos Ludovico, para tratar de assuntos relacionados ao serviço de água e esgoto no município, ficou claro que a população quer a volta do sistema operacionalizado pela Sabesp.
O teatro esteve lotado. Cartazes e manifestações surgiram pró e contra a volta da nova Sabesp. Algumas pessoas tentaram conturbar e tumultuar o ambiente não deixando o superintendente da unidade de negócio Médio Tietê da Sabesp, Mário Eduardo Pardini Afonsseca, fazer suas explanações e comunicar o plano de trabalho sugerido para o município. A maior parte dos presentes vaiou aqueles que queriam atrapalhar a audiência.
Mário Eduardo foi bastante claro na forma como será operacionalizado o sistema em Macatuba e deixou claro que num primeiro momento a tarifa de água será mais baixa do que a praticada atualmente e que R$ 3,8 milhões serão destinados para investimentos emergenciais em até um ano e meio.
?Nós queremos voltar a operar o sistema e assumir o compromisso com a população de regularizar o abastecimento e ter maior controle sanitário. O modelo atual privilegia o conserto e nós propomos a eficiência operacional?, afirma Mário Eduardo. ?Felizmente a maioria das pessoas conseguiu ouvir a proposta apresentada por nós e se mostrou favorável a volta do sistema. É pena que uma meia dúzia quis tumultuar e não conseguiu entender o que foi mostrado na nossa proposta de trabalho?.
Transparência
O prefeito Tarcisio Mateus Abel destacou que a audiência pública foi sucesso do ponto de vista de participação e transparência, já que o objetivo era ouvir a população. ?A preocupação é grande com a questão do saneamento e temos que se preocupar com o serviço que vem sendo prestado. A gente precisa tratar o assunto com responsabilidade e felizmente a maior parte das pessoas que esteve hoje (quarta-feira, 14) aqui na audiência entendeu isso?, disse ele. ?Precisamos olhar para essa questão sem paixão política. É preciso serenidade para que tomemos a melhor decisão, afinal isso vai se refletir na qualidade de vida das futuras gerações?.
A Prefeitura vai avaliar todas as possibilidades e nos próximos dias deve enviar para a Câmara de Vereadores projeto de lei que determina como será operacionalizado o sistema no município.